Pai nosso, que nos criaste, arrancando-nos como uma centelha eterna do teu coração…
Que estás nos céus…
Que estás nos céus limitados de cada dor e de cada doença…
Que estás no sangue que se derrama…
Que estás no céu sem distâncias do amor…
Santificado seja o teu nome…
Santificado e repetido com orgulho, com a satisfação do filho do poderoso…
Venha a nós o Teu reino…
Chegue aos homens à sombra da Tua sabedoria…
Venha a nós a brisa que impele a vela…
Venha depressa o sinal de Teu Filho, meu chorado Filho, venham a nós as outras verdades do Teu reino…
Faça-se a Tua vontade na Terra e nos Céus…
E que o homem saiba compreendê-lo…
Que os espíritos conheçam que nada morre ou muda sem o Teu conhecimento…
Que não percamos o sentido da Tua última palavra: Amai-vos…
Faça-se a Tua vontade, ainda que não a entendamos…
O pão nosso de cada dia nos dai hoje…
Dá-nos o pão da paciência e o do repouso…
Dá-nos o pão da alegria dos pequenos momentos…
Dá-nos o pão das promessas…
Dá-nos o pão da coragem e da justiça…
E o fogo e o sal da companhia…
E também o pranto que limpa…
Dá-nos, Pai, o rosto sem rosto da tua imagem…
E perdoa as nossas dívidas…
Desculpa os nossos erros como o pai esquece a maldade do filho…
Perdoa as trevas do nosso egoísmo…
Perdoa as feridas abertas…
Perdoa os silêncios e o rumor das calúnias…
Perdoa a nossa pesada carga de desconfiança…
Perdoa a este mundo que, à força de solidão, está a ficar sozinho…
E não nos deixes cair em tentação…
Livra-nos da cegueira de coração…
Não nos deixes cair na tentação da riqueza, nem na miséria e estreiteza de espírito…
Livra-nos, Pai, de toda a certeza e segurança materiais…
Livra-nos.
fonte: Caballo de Troya IV, J. J. Benítez, 1989
