E como eu me sinto?

E como eu me sinto?

Um completo normal?

Você deveria ser a única…

Minha mente não consegue ser harmônica!

Tantas provações, tantas dificuldades, tantas desconfianças…

Parece não querer fazer por mim!

Minha mente vestida de negro…

Saudade não apaga, não facilmente neste quadro!

Desejo de mudar e preparar uma nova visão, mas não consigo enxergar.

Difícil não ouvir sua voz…

A tesoura do desejo mais uma vez nos corta!

Que frio, que calor que sente neste momento!

Sinto que a existência não necessariamente exista quando pensamos que simplesmente a vida é só uma poeira de tempo.

O que eu fiz, o que eu faço e o que farei para as pessoas que me importo será realmente importante para elas?

Um completo normal?

E como você se sente?

Como consegue me ver e não enxergar esta pessoa que muitos dizem ser especial?

Você deve ser a única…

Sou o único pra ti.

Não dou valor para as coisas que brilham e engordam os olhos, dou valor pra ti e o que consigo enxergar em você!

Isso deveria ser o necessário, mas sinto que não apenas me consome, mas sente que me deve algo que não consegue descrever.

Um completo normal?

Minha mente manipula extremos e fantasia coisas que não quero que sejam reais, mas tenho medo que talvez não sejam só frutos dessa árvore temporal, minha mente.

O medo unilateral que nos pega forte e joga contra nós mesmos, desconfianças sem fundamentos e a carência de sinceridade.

Que frio me faz agora e ela persiste em dormir!

Ligo e desperto ouvindo o pulso do telefone tocar, o som se embaralha com meu coração e novamente ninguém atende.

São só eu e eu tentando fazer um ao outro despertar!

Bem querer, bem querer-me…

Como se fosse um sonho ou uma premonição.

Não gosto de ficar sozinho, não posso!

Só me seguro nessa pausa porque tenho dó de mim mesmo!

Irá dizer que meus sonhos podem ser cruéis, mas não são.

Minha mente tenta ser real, mas a paz que preciso no coração flutua e voa.

Ser normal?

Fico aqui esperando, e como eu me sinto?

Faça por mim o que prometi fazer por você, pois talvez eu não exista.

Minha mente não tarda.

Já bate feito estaca de plumas, meu amor abandonado em seu mundo particular!

Bela linda, uma criatura!

Faço aquilo que é certo para observadores que punem e desmoralizam a honestidade e a complexidade de ser simplesmente correto.

Bonita, um espelho distorcido, mas uma beleza única, poucos a enxergam como eu.

Minha mente despida é só um nudismo particular do sofrimento de se tentar compreender o porque não podemos errar!

Apanhei.

Preciso ouvir a voz do conforto…

Sinto-me no porto antes da guerra explodir, mas só me preocupo com os cigarros que me darão.

Olho para trás e antes de piscar fotografo com minha mente alguém que possa me aguardar, mas não há a quem me esperar.

Minha mente me pergunta…

E como eu me sinto?

Dai já estou aqui novamente brigando entre…

O que sou,

O que penso que sou,

O que pensam o que sou.

Nas ondas dessa complexa seiva me comove que nesta aquarela não sou eu mesmo.

Neste turbilhão me levanto e tento caminhar mais uma vez, mas sei que nunca vou parar de questionar…

E como eu me sinto?

Um completo normal?

Você tem que ser, pra gente ir…

Me diz que estou aqui.

Eu não vim de longe para me enganar.

29/06/2011

Chegando à beira da realidade

 

Chegando à beira dos pensamentos onde a realidade se espalha

Destemido e na morte que me separa

Na borda de onde eu vim

Mortalha de revoluções empregadas na tua saudade que me ferem e se espalham

Risadas de olhos fechados mirando o pensamento na tela da imaginação

Estou despedido da razão vestindo fortes batalhas

A tua saudade corta como aço de navalha

A imagem à beira do pensamento me atrapalha

Realidade e medo me deixam aflito

E nesta mortalha meus olhos se enchem de água

A tua saudade despiu-me sob fortes emoções que agora se espalham

Franzo a testa e as rugas…

… a força motriz de que estou a beira

Eu entrei em terras de fortes emoções

Mas quando eu vim com minha saudade esqueci que estava aqui pensando

Meu coração rasga numa tormenta, mas o que dói é a distancia que nos atrapalha

Meu Sucker Punch diplomático e pessoal

Minhas vontades esvaem como numa biquinha de paineira

Sou agora o pedreiro de meus pensamentos, mas minha mente não consegue arquitetar para minha realidade

Não há pontos, apenas tranco as portas para o resto da realidade

Alguns fazem força para a semelhança, mas eu faço o contrário e com calma

Eu fui embora e nem me despedi desta mortalha

Agora a guerra avança

Mágoa enegrecida de pontes infinitas

Hoje em dia tudo é muito diferente

Entre uns e outros e algumas falhas

Tenho saudade de viver meu passado e acenar para minha flor

Mas o progresso faz com que cada carregamento de pensamento tenha muita imaginação

Eu choro e por certo não é pela solidão e sim pela grua que me carrega agora

A tua saudade me corta

E me faz perder esta profissão

Não sou poeta

Sou apenas um preguiçoso que confirma a baixa de mais uma batalha

Abro os olhos e a convenção da dor vem outra vez

Apenas me levanto e aceno

Já é hora de outra realidade

Agora sou engenheiro e farei tudo de novo

Mas agora de olhos abertos

Essa mortalha me segue

Bom dia.

Olá…

Hoje com certeza foi um dia daqueles!

É só eu ou sempre que estamos deitados na cama com um sono que parece não chegar ficamos pensando e arquitetando o quanto poderemos fazer de bom no dia seguinte, que acordaremos e arduamente faremos com que este dia valha a pena tanto para nós assim como para aqueles que amamos.

O dia que isso acontecer não durma, não dê oportunidade para se enganar, pois quando acordar provavelmente tudo estará tão difícil quanto estava no momento de tentar alcançar o sono.

Percebi hoje que não há como perseguir um sonho e não foi quando acordei imediatamente, foi quando a pouco percebi que não deveria ter dormido ontem.

Sabe aquela concentração, destreza e sacrifício que empregamos ao tentar montar um castelo de cartas. Você sofre pra conseguir equilibrar as primeiras duas e quando finalmente consegue, ás vezes ao pegar outras cartas você esbarra, trepida a mesa ou simplesmente dá aquele suspiro de satisfação e o que te fez celebrar acaba destruindo o que queria.

Pois é, isso de profetizar que o dia seguinte será bem mais feliz é na verdade a base da ironia.

Eu tento, juro que tento dar meu melhor a tudo o que faço, mas quando estou empregando e visualizando o bem em médio prazo, eu suspiro pensando que conseguiria passar de fase e tomo um gancho de esquerda do meu próprio sonho. Algumas pessoas chamam isso de azar, outras de destino…

Eu chamo de fracasso.

Não é difícil em se convencer um fracasso, é humilhante saber que por tudo o que tenta fazer você ainda é tratado com repulsa, “só para que fique bem claro o que é ter repulsão por alguém”.

s.f. Ato ou efeito de repelir.
Recusa, repulsa.
Repugnância; aversão.
Física. Força de repulsão, força em virtude da qual se repelem dois corpos. (Contr.: atração, gravitação.)

Não parece tão cruel e dramático, mas imagine ouvir isso de quem você tanto emprega amor, dedicação, destreza, cuidado, pois é, eu sou repulsivo!

Mesmo sabendo o que quer dizer eu não consigo entender como alguém pode dizer isso para outra pessoa.

Passei acreditar hoje que sonhar é um exercício do fracasso e pensando bem acho a vida real é o sonho na verdade.

Pouquíssimos competidores procuram atravessar a linha de chegada, mas mesmo assim essa é a meta deles, definitivamente são competidores e não vencedores.

Eu sei que quase ninguém me lê, é verdade que poucos procuram saber ou se importam com o que eu penso ou não. Já escrevi aqui uma vez que este lugar é como um refúgio, é como um amigo que tenho, é uma forma de deixar a quem puder um dia saber que não esteve sozinho quando precisou de alguém e olhou para os lados e só via vultos, isso é para que eu possa amanhã vir aqui ler e talvez não reconhecer que estas tristezas foram proclamações deste pobre que escreve hoje.

Eu espero ter tanto valor como o valor que eu dou para as pessoas hoje, não aguardo para sempre isso é verdade, eu apenas aguardo.

Sinto em talvez estar assistindo uma pessoa que tanto quero o bem tentar construir um castelo de cartas e ter suspirado a vitória antes de saber pedir ajuda para não construir nada sozinha.

Não me faço um coitado, apenas transpareço quase ao total o quanto posso ser humilde, pois é na sombra da humildade que as estrelas brilham.

Sério mesmo, eu me odeio nestes momentos, sinto um nó na garganta embolando minha respiração, eu tento escrever e só consigo filosofar.

É como se você estivesse adoecendo com o vidro de cura na palma da mão, mas não acreditasse no efeito que o remédio sugere e padecesse até a morte.

Não tenho uma vida árdua como a de muitas pessoas que conheço, lamento bastante pelas coisas que não pude ter, lamento por não conseguir justiça em minhas lamentações, mas agonizo mesmo em perder o que a pouco pensava que era meu.

Não me arrependo pela água derramada, de verdade.

Hoje me disseste que caso eu queria vê-la, que eu olhe uma fotografia.

E aqui estou eu imaginando quantas cartas são necessárias para construir um castelo e ela provavelmente tentando equilibrar as duas primeiras.

Hoje eu não vou conseguir dormir!

Ed Willians – 02/04/2011 05hs10

Temos que ser fortes!

_Senhor venho a ti procurar perdão aos meus pecados.

O ancião ingênuo da presença da pobre alma questiona o que lhe chama a atenção,

 _Porque estas pedindo perdão com pedras nos bolsos?

A pobre alma refletiu um pouco e respondeu,

_Essas pedras que carrego em meus bolsos são as que restaram depois de eu provocar lágrimas em quem eu amo.

O Ancião então descruza os braços e entoa o sermão,

_Se o que procuras é o perdão faça com que estas pedras perdoem a ti mesmo.

A pobre alma com um olhar perdido no espaço procurando a compreensão do velho curva-se e aos soluços embaralhando grunhidos e saliva socorre-se,

_Senhor trago elas em meus bolsos esperando que o senhor as faça falar. 

Somos predestinados a aceitar que nossos erros um dia serão ignorados, assim como nossos sonhos simplesmente acabam quando acordamos, mas nos enganamos que ao tentarmos procurar o perdão ele será aceito, pois acredito que mesmo que façamos nossas pedras falar com certeza não as tiraremos dos nossos bolsos, pois esse é o peso que temos que carregar.

Ed Willians         02/04/2011 – 04hs18

Pai nosso…

 

Pai nosso, que nos criaste, arrancando-nos como uma centelha eterna do teu coração…

Que estás nos céus…

Que estás nos céus limitados de cada dor e de cada doença…

Que estás no sangue que se derrama…

Que estás no céu sem distâncias do amor…

Santificado seja o teu nome…

Santificado e repetido com orgulho, com a satisfação do filho do poderoso…

Venha a nós o Teu reino…

Chegue aos homens à sombra da Tua sabedoria…

Venha a nós a brisa que impele a vela…

Venha depressa o sinal de Teu Filho, meu chorado Filho, venham a nós as outras verdades do Teu reino…

Faça-se a Tua vontade na Terra e nos Céus…

E que o homem saiba compreendê-lo…

Que os espíritos conheçam que nada morre ou muda sem o Teu conhecimento…

Que não percamos o sentido da Tua última palavra: Amai-vos…

Faça-se a Tua vontade, ainda que não a entendamos…

O pão nosso de cada dia nos dai hoje…

Dá-nos o pão da paciência e o do repouso…

Dá-nos o pão da  alegria dos pequenos momentos…

Dá-nos o pão das promessas…

Dá-nos o pão da coragem e da justiça…

E o fogo e o sal da companhia…

E também o pranto que limpa…

Dá-nos, Pai, o rosto sem rosto da tua imagem…

E perdoa as nossas dívidas…

Desculpa os nossos erros como o pai esquece a maldade do filho…

Perdoa as trevas do nosso egoísmo…

Perdoa as feridas abertas…

Perdoa os silêncios e o rumor das  calúnias…

Perdoa a nossa pesada carga de desconfiança…

Perdoa a este mundo que, à força de solidão, está a ficar sozinho…

E não nos deixes cair em tentação…

Livra-nos da cegueira de coração…

Não nos deixes cair na tentação da riqueza, nem na miséria e estreiteza de espírito…

Livra-nos, Pai, de toda a certeza e segurança materiais…

Livra-nos.

 

 

 

fonte: Caballo de Troya IV, J. J. Benítez, 1989