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Ser engraçado.

Novembro 26, 2009

 

Quando penso em ser engraçado e chego a analisar algumas situações que me fazem rir me dou conta o quanto é trágico, bom não acabei de redescobri a comédia, mas nunca havia percebido a essência irônica que esta observação podia me trazer.

Sim, sou engraçado e isto assusta, pois dito algumas vezes minha própria vida, dou risada, mas por dentro sinto o quanto estou enganando a mim mesmo.

Sentenças de personalidade a parte me sinto melhor ao ver os que me rodeiam rirem da minha desgraça, ai em algumas vezes vislumbro o que é tornar alguém feliz, mostrar pra eles o quanto sua vida pode ser pior ou menos alucinante que a dela.

Dizem e eu por muitos anos observei o quanto a bebida alcoólica pode fazer com sua personalidade, acredito que muitos autores teatrais, roteiristas, cinegrafistas, enfim todo tipo de pessoas ligadas diretamente a criação do drama e da comédia podem transparecer o alcoólatra. O grande e medonho se transforma no dócil, engraçado e pateta e o grande palhaço no mísero, deprimente e anti-social.

Vê o quanto podemos ampliar um assunto tão agradável e engraçado e ver as facetas tristes e cicatrizes de um grande sorriso?

É amamos a desordem, o improvável, a tristeza. Fazem-nos sentir mais humanos ou quase perfeitos quando o locutor nos prega grandes tragédias, rimos e no final em algum lugar sabemos que aquele azarado palhaço está dentro de cada um de nós, fazendo de suas cicatrizes, tombos, e uma lágrima delicadamente imortalizada em seu rosto se transforme em dores no abdômen de tantos rirmos.

Quando eu fazia curso de roteiro tínhamos aulas de comédia e tragédia, depois durou a entender a diferença delas para a então tão explorada tragicomédia, bom hoje vejo que a diferença está apenas naquilo que sentimos quando somos o telespectador e não na crítica de dividirmos ou unirmos os dois, pois no final cada um será a conseqüência do outro, mas é só um pensamento.

Estou dando risada neste momento, mas não sei se é porque tento re-explicar a comédia ou se é porque eu alcancei o ápice da ignorância e me faço de palhaço aos poucos leitores que tenho, mas enfim estou dando risada, se isso é bom ou não pra mim, sinceramente não sei, mas que posso arrancar um lapso de sorriso com essa besteira, talvez.

Na verdade critico-me, algumas pessoas invejam outras, que invejam outras, que invejam outras, que em um momento você chegará a conclusão que ninguém inveja ninguém, pois todos estão rindo e se gabando de algumas coisas ou sentimentos que possuem e acabaram como eu, sendo chacota, o mais receptivo, o mais engraçado, o mais explorado, mas serão somente competidores de desgraça.

Você chegará a ser como eu e saberá o quanto você pode ser importante para alguém mesmo que esta pessoa tenha pena de você, seja por suas falhas, suas dificuldades médicas ou simplesmente por você além de sempre estar rindo por dentro carrega um grande nó de tragédia e faz o possível e impossível para não transparecer a tristeza que sente, fará o possível para que daquelas gargalhadas não saia uma lágrima, pois quando isso acontecer saberão o quanto é importante ter um palhaço e você o quanto especial ter alguém sorrindo pra você.

Voltando a ironia de fazer rir ou vice versa, observo bastante a delicadeza com que algumas pessoas podem te ferir com redundantes piadas sobre você, eles não querem acreditar que você se esforça para provar que pode ser melhor, que a tragédia não pode ser eterna. Você se desdobra para evitar que algumas pessoas te vejam triste, numa vontade louca de chorar e demonstrar sua mortalidade você ri de si mesmo para não desagradar o vicio daquele que espera dar uma gargalhada. Você se torna fiel a própria mortalha, vicia-se a demonstrar sua tragédia a troco de um simples sorriso.

Uma pessoa engraçada não nasce engraçada, ela se forma sozinha, sejam por acontecimentos em sua vida, sejam pela caridade de demonstrar o quanto podemos ser piores que os outros, simplesmente para doar o pouco da força de vontade que possui para aquele que já não acredita em sua própria força.

È ai que encontro resquícios de minha felicidade, é ai que vejo o porquê sou necessário para algumas pessoas, simplesmente por compreender o quanto pode ser doloroso, triste e dolorido, guardar o medo, a desconfiança de si próprio, a impotência de querer viver mais um dia.

É ai que vejo a ignorância dos que me assistem, é ai que percebo o preço de um sorriso.

Eles não têm idéia do que riem e eu não sei o porquê sou engraçado!

Mas sei a importância de ser lembrado.

Irônico não é, mas me sinto bem sendo assim, alias o palhaço nunca morre ele é esquecido! 

26/11/2009 05hs42

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Juras e Promessas, teu Trauma!

Novembro 18, 2009

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O teu Trauma?

Anseias a perfeição,
Queres alcançá-la por meios complexos
Ignorante ao fato mais óbvio
Perfeição = Simplicidade + Viver
Choras pela dor causada,
Devido a “n” operações plásticas em tua personalidade
Erros e enganos teus.
Choras a dor de todas as tentativas,
Não te critico por tentares
Louvo-te por teres força para tal,
Alguém como tu não deveria sofrer
Mas ao mesmo tempo deverias ter consciência de como lá chegar
Perfeição…
Impossível de alcançar
Mas tão facil de visualizar em desenhos ortográficos
E imagens caracterizadas na imagem de nós
A dedicação destas imagens é errônea
Se calhar por isso não te dedicarão uma palavra…
Mas sempre ao teu olhar desapercebido
Dediquei te sentimentos!
Sem juras ou promessas
Teu trauma
A perfeição invisível!

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Wonderfull Life

Novembro 8, 2009

Wonderful Life Vida Maravilhosa
   
Here I go out to sea again Aqui eu saio ao mar outra vez
The sunshine fills my hair A luz do sol enche meu cabelo
And dreams hang in the air E os sonhos perdem-se no ar.
Gulls in the sky and in my blue eyes Gaivotas no céu e em meus olhos azuis
You know it feels unfair Você sabe o que é sentir-se injustiçado
There’s magic everywhere A mágica está em todo lugar
   
Look at me standing Olhe pra mim de pé
Here on my own again Aqui com meus pertences de novo
Up straight in the sunshine Diretamente na luz do sol
No need to run and hide Não preciso correr nem me esconder
It’s a wonderful wonderful life Esta é uma vida maravilhosa, maravilhosa.
No need to laugh and cry Não preciso rir nem chorar
It’s a wonderful wonderful life Esta vida é maravilhosa, maravilhosa.
   
The sun’s in your eyes O sol está em seus olhos
The heat is in your hear O calor está em seu escutar
They seem to hate you because you’re there Eles parecem odiar-lhe porque você está lá
And I need a friend E eu preciso de amigos, oh! eu preciso de amigos
Oh I need a friend to make me happy Pra me fazer feliz
Not stand here on my own Não para está aqui com meus pertences
   
Look at me standing Olhe pra mim de pé
Here on my own again Aqui com meus pertences de novo
Up straight in the sunshine Diretamente na luz do sol
No need to run and hide Não preciso correr nem me esconder
It’s a wonderful wonderful life Esta é uma vida maravilhosa, maravilhosa.
No need to laugh and cry Não preciso rir nem chorar
It’s a wonderful wonderful life Esta vida é maravilhosa, maravilhosa.
   
I need a friend E eu preciso de amigos
Oh I need a friend Oh! eu preciso de amigos
To make me happy Pra me fazer feliz
Not so alone Assim não estarei sozinho
   
Look at me standing Olhe pra mim de pé
Here on my own again Aqui com meus pertences de novo
Up straight in the sunshine Diretamente na luz do sol
No need to run and hide Não preciso correr nem me esconder
It’s a wonderful wonderful life Esta é uma vida maravilhosa, maravilhosa.
No need to laugh and cry Não preciso rir nem chorar
It’s a wonderful wonderful life Esta vida é maravilhosa, maravilhosa.
   

Exatamente o que tenho sentido.

Esta vida é maravilhosa, e só precisamos de amigos.

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Mundo cruel!

Novembro 8, 2009

Decidi que não vou mais lutar por conquistas.

Um soldado aposentado de calca sarja observando o conflito com os olhos lagrimejados tragando a fumaça do desespero, sua lembrança está num recorte de jornal, observa seus filhos indo à guerra, um velho órfão precoce.

Na pequena entrelinha da fotografia as honras de um herói do passado esquecido feito um jornal velho. Um velho soldado e seu maior medo, ler as notícias de amanhã!

 

O quanto o mundo pode ser fútil quando estamos apenas observando.

 

Decidi que não vou mais consumir nada além do meu necessário.

 

Uma criança desnutrida de encosto ao lixo, sem forças para caminhar seus joelhos tocam suas orelhas. Um fotografo famoso a observa aguardando o momento perfeito, mirando-a com suas lentes aguarda o pequeno brilho de seus olhos que ainda resta.

Permanecem assim por horas a lente e a fome, o homem e a criança, o consumo e a pobreza.

Enfim um único flash.

Seus olhos brilharam pela última vez.

 

Até quando isso?

Decidi que não vou mais chorar.

Decidi que não preciso de ninguém.

Percebi que muitos precisam de mim.

Aqui estou!

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Gostaria apenas de uma resposta, não pre…

Novembro 6, 2009

Gostaria apenas de uma resposta, não precisava ser regada de “promessas ou juras”, apenas uma resposta!
A distância a qual me levei é a mesma que retornarei, e tudo será mais claro!

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Queria uma limonada regada de saúde, and…

Novembro 6, 2009

Queria uma limonada regada de saúde, andar descaço em gramados orvalhados e soltar pipas sem ser cortado!

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Jesus no Xadrez

Novembro 2, 2009

No tempo em que as estradas eram poucas no sertão
Tangerinos e boiadas cruzavam a região entre volante e cangaço
Quando a lei era do braço do jagunço pau mandando do coronel invasor
Dava-se no interior esse caso inusitado
Quando o palmera das antas pertencia ao capitão Justino Bento da Cruz
Nunca faltou diversão vaquejada, canturia, procissão e romaria
sexta-feira da Paixão
Na quinta-feira maior Dona Maria das Dores no salão paroquial
Reunia os moradores depois de uma pré-eleção ao lado do capitão
Escalava a seleção de atriz e atores
Todo ano era um Jesus, um Caífaz e um Pilatos
Só nao mudavam a cruz, o verdúguio e os mal-tratos
O Cristo daquele ano foi o Quincas Beija-Flor
Caífaz foi Cipriano
Pilatos foi Nicanor
Duas cordas paralelas separava a multidão
Pra que pudessem entre elas caminhar a procissão
Quincas conduzindo a cruz
Foi e num foi advertia, um cinturião pervesso que com força le batia
Era pra bater maneiro, Bastião não entendia
Devido um grande pifão que tomou naquele dia do vinho que o capelão guardava na sacristia
Cristo dizia: “ô rapaz, ve se bate devagar, já to todo encalombado assim não vou aguentar,
ta com a gota pra duer, ou tu para de bater ou a gente vai brigar jogo ja essa cruz fora, to ficando aperriado, vou morrer antes da hora de ficar crucificado”
O pior é q o malvado fingia que não ouvia e além de bater com força ainda se divertia, espiava pra jesus, fazia pouco e dizia:
“que Cristo froxo é você que chora na procissão? Jesus pelo que se sabe num era mole assim não eu to batendo com pena, tu vai ver o que é bom, na subida da ladeira da venda de fenelon o couro vai ser dobrado
até chegar no mercado da cuica mudotor”
Naquele momento ouviu-se um grito na multidao era Quincas que com raiva sacudiu a cruz no chão e partiu feito um maluco pra cima de Bastião
Se travaram num tabefe, pontapé e cabeçada
Madalena levou queda
Pilatos levou pancada
Deram um cacete em Caífaz que até hoje não faz nem sente gosto de nada
Dismancharam a procissão o cacete foi pesado
São Tomé levou um tranco que ficou desacordado
Acertaram um cocorote na careca de Timotéo que inté hoje é aluado
Inté mesmo São José que não é de confusão, na ansia de defender o seu filho de criação aproveitou a garapa pra dar um monte de tapa na cara do bom ladrão
A briga só terminou quando o doutor delegado interviu e separou cada santo pro seu lado
Desda que o mundo se fez, foi essa a primeira vez que Jesus foi pro xadrez mas não foi crucificado

 

Música: Cordel do fogo encantado – Jesus no Xadrez

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O NASCER PARA O ALÉM…

Novembro 2, 2009

Há quem morra todos os dias.
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.

Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus.
Triste é ver gente morrendo por antecipação…
De desgosto, de tristeza, de solidão.
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida.
Essa gente empurrando a vida.
Gritando, perdendo-se.
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.

E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los. De retroceder no tempo e segurar a vida. Ausência: – porque não há formas para se tocar.
Presença: – porque se pode sentir.
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável.
Essa saudade machucando o coração.
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez. Esse céu azul e misterioso.
Ah! Aqueles que já partiram!
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida.
Foram para o além deixando este vazio inconsolável.
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer.
Deles guardamos até os mais simples gestos. Sentimos, quando mergulhados em oração, o
ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres.
Daquela mão nos amparando.
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir. Essa vontade de rever novamente aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias.
Essa prece que diz tudo.
Esse soluço que morre na garganta…

E…
Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir. Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós.
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade.
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença!
Que morte tão cheia de esperança e de vida!

Texto: Padre Juca
Adaptação: Sandra Zilio

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Finados

Novembro 2, 2009

HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS

O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.

É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.

Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de “Todos os Santos”. O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.

Fonte: http://www.arquidiocese-sp.org.br

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Essa viajem foi uma viagem!

Outubro 24, 2009

Que viajem!!!

 

Murphy e mais um!

 

Vai vendo:

Desembarcou do avião com a calça toda molhada por causa de um mísero copo d’água e todos ficaram olhando e pensando “esse se mijou de medo” é muito azar… Pegar o taxi com um cara que não para de falar de São Paulo e ainda insistir que BH não tem nada pra fazer e que ele  deveria ter ficado em Sampa e se não bastasse a corrida deu R$78,00 por causa de um trânsito a lá Marginal Pinheiros em dia de feriado.

Bom, chegou no hotel e ganhou um par de chaves, deu seu cãozinho para um funcionário do Helltel (Hotel que hospedou), pois os animais tem que ficar em outro lugar no Helldogtel (Hotel para animais).

Chegou no quarto e se assustou com uma mulher com mais ou menos 300 kls arrumando a cama, pediu licença e entrou…

Depois de milhões de perguntas de como está São Paulo e depois dela me hipnotizar com suas seqüenciais cuspidelas em cima da sua cama, aquela que agora ele deitou. Ela saiu e foi embora, mas não antes de informar que a TV a cabo estava sem sinal…. Murphy que coisa meiga!

Sem TV sai do hotel e foi conhecer o inferno, literalmente devia estar uns 43º graus na sombra… Foi até um café e comprou dois negócios (algum tipo de pão de queijo) e um cappuccino, ahhh que horror, queimou a língua e em segundos sentiu um alien no seu ventre… Sabe aquele barulho na barriga seguido de uma suadeira por todo o corpo, do tipo que nos faz trançar as pernas e atônitos procurar com a visão de raio x o banheiro mais próximo, então era isso mesmo, meu deus… Sem dúvida a primeira coisa que deu satisfação a ele em BH foi encontrar um banheiro.

Depois de ter batizado a terra do queijo voltou para o Helltel.

Ligou para o casal de amigos que estavam aguardando para que pudessem ir visitá-lo ou ele visitá-los, não sei bem quem visitou quem.

Bom depois de combinarem se encontraram na entrada do Helltel, ai num lapso de memória ele se esqueceu de colocar seu boné, voltou para o quarto e quando procurava a sua mochila como numa lembrança bem ordinária se recordou dela em cima da sua cama, só que na lembrança era a cama da sua casa, pois é ele esqueceu sua mochila.

Ai ai ai Murphy…

Saiu com cara de otário perdido e entrou no carro.

_Para onde vamos?

_Acho que pra lugar nenhum! – Seu amigo Daniel – Outro perseguido por Murphy!

_Como assim?

_Puta cara, a bateria arriou…

Nossa foi o máximo, dentro do carro tava uns 60º graus, ele já nem transpirava mais, ele babava. Saíram do carro e foram procurar alguém para fazer chupeta no carro., meu deus que vergonha, saiu de São Paulo atrás de uma chupeta em BH… Murphy sádico!

 

Bom, encontraram uma boa alma, alma mesmo! O velhinho devia estar com uns 180 anos, pois até ele se lembrar onde tinha colocado os cabo de chupeta a sombra do chão deve ter andado uns 3 metros, enfim o velhinho nos fez uma bela e urgente chupeta, o Civic do Daniel adorou e num bater de chaves saíram em curso de algum lugar pra conversarem.

O levou até uma antiga lanchonete (antiga mesmo) para comerem alguma coisa, avisou do alien que eu havia expelido antes no café e só pediu uma coca-cola…

A garçonete veio e falou! Só temos Pepsi, ALLCONCOUR… Nem respondeu só acenou afirmativamente, tomou a Pepsi e conversaram sobre a vida, ou melhor o que a vida faz com a gente.

Tinham deixado o carro num estacionamento à uns 500 metros (isso mesmo, bem longe). Ele estava exausto, morrendo de calor, sem boné, com dores no ventre, fome, Ah!! e com uma bermuda branca bem fininha, você já vai entender… Saíram e caminhando no verdadeiro Hell, de – repente Murphy assopra todas as nuvens e os saúda com uma forte e torrencial chuva, isso mesmo, chuva… Ele estava na merda e nem correu… Daniel olhou pra ele e disse, BH está adorando sua cueca box preta… Puta QO Parilllllllll… A bermuda molhou, obviamente e como ela é muito fina e branca parecia que o Paulista pródigo andava de camiseta vermelha e cueca KC box no meio das avenidas da cidade do queijo, pra quem via devia ser uma visão do Inferno, você não acredita em quantos pontos de ônibus ele passou, nem queira saber o que ele ouviu dos caminhoneiros…

Murphy, murphy… MURPHY!

Chegaram ao carro, tinham ficado fora por umas 3 horas, o estacionamento seria uns R$18,00 reais, mas não para uma dupla tão iluminada por Murphy… O papel do estacionamento ficou ele, é com ele mesmo, onde ele poderia ter guardado? AH!!! no bolso da sua bermuda é lógico… HAhahahahaaha Adivinha!!! Pagaram o estacionamento e a multa por ter dissolvido o bilhete, somando tudo R$68,00, quem pagou? Ele e o Murphy lógico!

Pois bem, foram para casa do Daniel, o emprestou uma troca de roupas (detalhe Daniel deve pesar umas 50 arrobas, verdadeiro boi), bom a ilusão de se postar todo arrumadinho, cheirosinho para a mulher dele já tinha ido pra água abaixo, literalmente. E ele sem boné…

A mulher dele chegou, ele já tinha avisado que estava com ele quando estavam na lanchonete, o que ela fez? Ah! ela trouxe uma amiga do trabalho para conhecer o amigo de São Paulo…

Ela entrou e se cumprimentaram, apresentou a amiga dela, ele deu um sorrisinho ela retribuiu, sentaram na sala, ficaram todos mudos… Ele começou a falar, essas roupas não são minhas o Daniel me emprestou, porque tomamos uma chuva lascada e todas minhas roupas estão no Helltel, afim de bagunçar um pouquinho falou, os paulistas não se vestem assim, dai o Daniel pra ajudar falou:_Não, não eles usam somente cuecas box… Puts… Pelo menos foi motivo de piada.

A amiga deles até tentou ser gentil, mas antes que Murphy, Daniel, Nicole(esposa de Daniel) tentassem jogar a menina pra ele, ele disse: _Estou conhecendo uma pessoa e estou morrendo de vontade de me encontrar com ela logo, cortou o barato da mineirinha que em menos de 10 minutos pegou as coisas e foi embora. Ufaa!

Jantaram, colocaram a conversa em dia, suas roupas secaram na secadora, se vestiu e o Daniel o levou pro Helltel.

Não aconteceu nada de anormal no trajeto, tirando é lógico que ele esqueceu as chaves, sua carteira, e é obvio sua identidade. Chegou na recepção esclareceu sua falta de sorte e educadamente a menina (era um homem, pelo menos biologicamente) acessou sua conta e comparou a foto do registro com a cara de mau humor e desnutrida que ele já estava, enfim o deu as chaves e foi pro quarto, tomou banho, ligou a TV, o sinal já tinha voltado, assistiu um pouco, entrou na internet, ficou um pouquinho no frog, olhou o Twitter, de – repente caiu a energia, ele tentou não ter um auto-aneurisma cerebral, pegou as novas chaves e saiu do quarto, fechou a porta e a luz voltou, já tava fora do quarto mesmo, desceu deixou as chaves na recepção e foi dar uma volta, eram mais ou menos 23hs40min, ainda bem que ele tinha dinheiro vivo na mão, foi andando observando nada de interessante quando avistou um bar movimentado, seu nome: Jack Rock Bar (Um bar tipo clube de sinuca também), ganhou uma pulseira e foi ao balcão, pediu uma cerveja e a bar girl o serviu, perguntou se ele era paulista. Sou paulista sim, estou de férias, ela perguntou: _Está gostando de BH? (se lembrei do dia florido que tinha tido) respondeu: _ Sim, sim, muito legal aqui… Um calor danado! Qual seu nome? _Meu nome é ##, ## mesmo não é abreviação! _Ah que legal diferente! O meu nome é ##, se precisar de qualquer coisa me chame!

Puxa Murphy é Murphy… Se ela pudesse atender seu pedido ele teria pedido sim.

Bom, vendo por um lado otimista ele estava de férias num bar de rock ouvindo Bob Dylan e tinha feito a primeira “amizade” com uma Bar girl cujo nome é ##, com certeza foi o melhor momento mineiro.

Não ficou muito tempo por lá, pagou a comanda da qual a ## educadamente deixou um número de telefone em volta de uns desenhinhos inexplicáveis e foi embora.

Saiu do lado errado de onde ele tinha vindo e a vinda para o bar que tinha demorado uns 10 minutos de passos pausados, na volta demorou mais ou menos uma hora de passos rápidos, enfim depois de perguntar onde ficava o Hotel Normandy (Helltel) pra um ciclista todo vestido com traje luminoso e capacete que estava parado na calçada, enfim se reencontrou.

Entrou no Helltel, teve que se explicar novamente para a recepção, agora sim uma mulher de verdade, ganhou novas chaves depois de minutos dela comparando seu rosto com a foto. Foi para seu quarto, entrou no frog, viu seu twitter, saiu do frog, viu seu e-mail, respondeu alguns, desceu pra ver o cãozinho que estava dormindo, subiu de novo, discou 9 e pediu enfim uma coca cola, e desde já se lembrou de você.

São 04hs43min.

 

Foi tentar dormir um pouquinho, a hora que ele acordar vai tomar café da manhã aqui no Helltel mesmo, sairia pra comprar um boné, não usara mais a bermuda branca, ira vestir uma preta porque a cueca que estará usando é branca! Se chover pelo menos não cometera suicídio!

Amanhã vai fazer um tur… Praça da liberdade (Oscar Niemeyer), Lagoa da Pampulha,  Igreja de São Francisco de Assis, o Museu de Arte, a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube… Tomara que Murphy esteja cansado amanhã, digo hoje, ele ainda não dormiu.

 

Ah, por difícil que pareça ele se divertiu!

 

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O Som do Silêncio.

Outubro 18, 2009

Nunca publiquei  nada que não fosse meu, mas acredito que esta música tão bela não pode ficar fora do meu blog.

Ouça!

Olá escuridão, minha velha amiga
Eu vim para conversar com você novamente
Por causa de uma visão que se aproxima suavemente
Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo
E a visão que foi plantada em minha mente
Ainda permanece
Entre o som do silêncio

Em sonhos agitados eu caminhei só
Em ruas estreitas de paralelepípedos
Sob a áurea de uma lamparina da rua
Virei minha gola para frio e umidade
Quando meus olhos foram esfaqueados pelo flash
De uma luz de néon
Que rachou a noite
E tocou o som do silêncio

E na luz nua eu enxerguei
Dez mil pessoas talvez mais
Pessoas conversando sem estar falando
Pessoas ouvindo sem estar escutando
Pessoas escrevendo canções
Que vozes jamais compartilharam
Ninguém ousou
Perturbar o som do silêncio

“Tolos,” digo eu, “vocês não sabem
O silêncio como um câncer cresce
Ouçam as palavras que eu posso lhes ensinar
Tomem meus braços que eu posso lhes estender”
Mas minhas palavras
Como silenciosas gotas de chuva caíram
E ecoaram no poço do silêncio

E as pessoas se curvaram e rezaram
Para o Deus de neon que elas criaram
E um sinal faiscou o seu aviso
Nas palavras que estavam se formando
E o sinal disse
“As palavras dos profetas
Estão escritas nas paredes do metrô
E nos corredores dos conjuntos habitacionais
E sussurraram o som do silêncio”

Música: Sound of Silence – Paul Simon

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Vislumbrei.

Outubro 16, 2009

Sabe aquele momento que sonhamos que ocorra, aquele que temos a vida nas mãos e podemos transformar nossa realidade, então, hoje parece que vislumbrei e vou contar!

 Fui ao psiquiatra, depois de faltar algumas vezes hoje senti vontade de ir. Hoje parecia um bom dia para ter algumas respostas sobre eu. Acordei com aquela vontade de não levantar (que conste que o melhor horário de se dormir é a hora que acordamos) cocei os olhos, revirei o edredom e com o pé direito me levantei.

 05hs38 – Marcava o radio relógio.

 Escovei os dentes, bochechei o mata bafo, mergulhei o rosto na pia, dei aquela olhada no espelho, coloquei ração pro Ramsés e para Sophie, voltei pra sala (tenho dormido na sala) e coloquei o traje de guerra.

 Calça jeans e camiseta branca, tudo para transparecer sobriedade, aliás é péssimo ser analisado, mas como para eu me entender tem sido mais fácil me enxergar aos olhos de terceiros tenho que ser o mais racional possível para entender isto também.

 Não estava nem calor nem frio o dia estava agradável, corri para “pegar” o ônibus e somando mais uns 50 minutos desde que eu tinha acordado já havia chegado ao confessionário.

 Eu vim pegar alguns resultados de exames, meu nome é Ed Willians, a recepcionista nem bom dia disse, mas o que desejar pra um paciente psiquiátrico? Gentilmente ela apontou uma cadeira na sala de espera, eu posso ser louco, mas entendi perfeitamente, ia demorar…

 Depois de uns 15 minutos a recepcionista que aparenta uns 40 anos com aquele rosto judiado e os pés em total rebelião com os sapatos de salto alto me acenou com os exames em mãos e com uma voz horrenda, (daquelas do tipo mecânica formada por anos de fumo) me disse, Sr. Ed aqui estão os resultados você tem consulta marcada hoje com a Doutora, está marcado para as 11hs45.

 Peguei os exames e voltei para casa, eu não lembrava que tinha consulta, por mais que ontem eu tinha sido informado por telefone desta consulta, mas tinha esquecido completamente.

 Chegando em casa me lembrei do emprego, puts, não tinha avisado meu chefe antes, peguei o telefone e estava sem sinal como de costume, mandei um email muito envergonhado.

 Troquei a água do Ramsés e da Sophie, peguei as cacas, tomei café da manhã vendo as tragédias matinais na televisão…

 Sei, sei, nada envolvente né, mas até o momento só tinha acontecido isso.

 Quando marcavam 11hs06 peguei a carteira e corri novamente atrás do ônibus. Cheguei ao consultório e não me identifiquei, não foi preciso, a recepcionista me olhou e apontou novamente a mesma cadeira, sentei e folheando uma revista e acompanhando a tele tragédia fiz o tempo “andar” mais rápido.

 Quando exatamente marcava 11hs45, Sr. Ed pode entrar, a Doutora irá te atender.

 Bom dia!

Bom dia Ed, como tem passado, andou faltando em algumas consultas eu mesma liguei para sua casa, mas seu telefone sempre dava como ocupado.

É Doutora, meu telefone está com problemas há dias ele tem oscilado, oras funciona outras não.

Ed, conte o que tem feito desde então para continuarmos com nossas consultas.

 Sentei numa cadeira muito confortável, e já pensei, por isso que todos declaram suas vidas para os psiquiatras, a cadeira com certeza tem haver diretamente com isso, nos deixam à vontade simplesmente relaxados. Contei tudo o que estava acontecendo, problemas no trabalho, uma nova mudança de residência, preocupações com pessoas próximas, etc.

 Ela nem suspirava, só olhava prestando atenção em tudo minuciosamente, quando eu dei uma pausa ela se levantou pegou um livro voltou a sentar e naturalmente me disse, Ed o que eu posso fazer por você é medicá-lo, mas como você tem essa autocrítica que se recusa a tomar remédios eu não posso fazer nada por você. Levantei-me apertamos as mãos e disse boa tarde, eram mais ou menos 13hs10.

 Incrível como o padre e o psiquiatra são semelhantes, ambos ouvem seus problemas, sua vida, e só podem fornecer esperanças, remédios e orações, mas você continua com os problemas e mais incógnitas, às vezes podemos rezar um pouco ou tomar alguns remédios, mas quem pode ter suas respostas?

 Sabe aquele momento que sonhamos que ocorra, aquele que temos a vida nas mãos e podemos transformar nossa realidade, então, hoje parece que vislumbrei.

 Foi a partir desta pergunta “…quem pode ter suas respostas?” que eu despertei, eu posso me responder, eu só tenho à mim mesmo, nada do que terceiros saberem ou tentarem entender poderá me certificar da completa certeza de quem eu sou, então voltei para casa e comecei a organizar mentalmente minha vida e minhas derrotas.

 Liguei o computador e o torrent tava bombando, enfim “A mulher invisível” tinha terminado, peguei uma coca-cola, sentei na minha cadeira que não é nem um pouco confortável, alías é bem desconfortável e copia srt pra dentro do diretório e play!

 Gente eu chorei, neste filme eu me reencontrei, não suficiente, após terminar assisti novamente. Simplesmente atônito incrível como um personagem “fictício” pode se parecer tanto com você, quem me conhece pessoalmente com certeza dirá a mesma coisa.

 São 22hs22.

 Sei que venho escrevendo muita coisa negativa ou depressiva, e com a ajuda de um dos leitores resolvi escrever algo menos cruel e egoísta, sei lá.

 O mais engraçado é que no filme, por mais que a situação do Selton Melo esteja em total desencontro com sua identidade ele e nem os demais personagens tentam interná-lo ou fazê-lo crer em orações, não, ele tem um amigo fiel a ele e as respostas que ele procurava sempre estavam nele mesmo. Ele não culpou nada e ninguém, simplesmente conseguiu conviver consigo mesmo, aceitando-se como é.

 Isso é o que eu vislumbrei hoje, tenho que me aceitar, pois as respostas que procurava estão todas em mim, alías quem sempre pergunta deve sempre saber a resposta!

 23hs45.

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Pro Bono

Outubro 9, 2009

Semana corriqueira de muitas coisas fora do normal fazendo com que o cotidiano cessasse minguando como gotas d’água numa esponja.

Um braço abaixo da nuca, um cigarro  na outra mão, a cada trago um afago de solidão, um sussurro de nuvens cinza dentro do meu quarto e eu ali deitado olhando o teto e interpretando a dança da fumaça.

A noite chegou e com ela a possibilidade de mais uma vez encontrá-la na escuridão deste mundo curioso e distante. Não demorou quase nada, como se fosse um encontro marcado eu já não estava sozinho, que bom.

Algumas palavras sinceras e honestas eram tudo o que eu precisava e elas foram descritas com pesar, mas foi, isso que é importante. Eu como sempre sonhador e esperançoso compreendi, não errei.

Somando valores, materiais, financias, bens eu não tenho muito que oferecer, aliás, eu não tenho nada disto que eu posso julgar um “ bem material” por outro lado eu possuo muitas qualidades boas e isso me fortalece!

Mas esta é a vida,  eu não pedi pra nascer, eu não olhei pra baixo e pedi pra descer, eu apenas estou aqui, se eu tenho algo que mudaria o mundo? Não sei, mas que eu tenho alguns meios para mudar o mundo de algumas pessoas eu tenho!

Às vezes me recuso a olhar pra mim mesmo e exagero na empatia com algumas pessoas, principalmente com as que eu gosto isso é bom, mas eu me coloco tanto no lugar destas pessoas que sempre desfavoreço a mim mesmo, simplesmente esqueço minhas vontades, simplesmente deixo de atender meus próprios pedidos e acabo por me colocar em segundo plano mais uma vez.

Se não fosse este meu jeito bonzinho não teria perdido oportunidades ímpares em minha vida e deixado com que terceiros regozijassem dos planos que eu não defendi pra mim, mas paciência espero encontrar uma boa alma que pense parecido comigo.

Dizem que quando é pra ser seu será, acho que levo este ditado a sério demais.

Algumas coisas me deixam em êxtase de colisão com o meu próprio eu e me sinto perdido às vezes num mundo que crio inconsciente de meu próprio discernimento, ai acabo por ser traído por minhas próprias lembranças e chego à conclusão que meus problemas são todos relacionados com propriedade, propriedade do meu próprio eu!

Queria ter outras formas de resolver meus problemas, ou melhor, saber quando eles estão se propagando sem meu conhecimento e barrá-los para que eu não machuque pessoas que indiretamente são incluídas numa realidade que nem eu faço parte, uma realidade que eu involuntariamente criei, mas sem total ciência que ela exista.

Vivo o cúmulo da traição sobre mim mesmo, uma luta incessante contra um inimigo amigo.

Mas paro com todos estes pensamentos, auto-analise, filosofias e sinto absorvendo a água como se fosse uma esponja seca e em delírio desejaria estar num jantar, mas…

…minhas escolhas foram tomadas e a fome permanece e nesta altura do campeonato eu aceitaria só um copo d’água, pois quando se absorve tantos momentos de pro bono sinto saudade de ter um pouco de sede.

            Uma semana corriqueira de muitas coisas fora do normal fazendo com que o cotidiano cesse, pois o fim de semana está ai e eu tenho outra chance!

09/10/09

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E como eu me sinto?

Outubro 6, 2009

Luzes apagadas, roupas ao chão, tento encontrar uma forma de sair desta caixa, mas você não sai da minha mente.

E como eu me sinto?

Da janela avisto algumas aves normais, pássaros que voam, voam. Minha caixa está cada vez menor, avisto pessoas de longe e vejo um pássaro preso!

E como eu me sinto?

Algumas vezes aceno para fora e ninguém me nota, tento alçar vôo e numa cortina invisível me enrosco, ela nem olha pra trás.

E como eu me sinto?

Três pilhas diferentes, uma peça de cada cor, já não estão ao chão me viro olho pra ela e digo, as roupas estão aqui, ela não se vira e não percebe como eu mudei, nem ao menos vê suas roupas.

E como eu me sinto?

Tento ser normal, desarrumo tudo, deixo a toalha molhada em cima da cama, mas ela não enxerga. Tento, tento e tento e ela não se vira!

E como eu me sinto?

Uma pequena caixa de papelão no canto, três pilhas de roupas coloridas, uma janela, pássaros voando, uma cortina invisível. É como gostar de chupar sorvete sozinho!

E como eu me sinto?

Um pássaro que aporta sempre com as patas ao chão que alça vôos ilusórios, uma ave que não se dirigem o respeito, preso em sua própria caixa.

E como eu me sinto?

A janela e sua cortina invisível, o pássaro e sua caixa cada vez menor, as roupas separadas e suas diferenças, uma mulher de costas e sua nova vida!

E como eu me sinto?

06/10/2009

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Tente desvendar e saberá o que sinto!

Setembro 28, 2009

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Venho por meio deste informá-los que…

Setembro 28, 2009

É engraçado como a vida é postada pra nós, mais engraçado ainda é quando a postamos da forma que faço!

 De um jeito meio que de postagens, mensagens, recados que tenho tocado a vida, ou melhor, sobrevivido. 

Nos últimos seis anos me mudei quatro vezes, tive cinco tentativas de ______, perdi alguns amigos, perdi o casamento, perdi o discernimento em tentar tudo outra vez, mas não a coragem.

Algumas pessoas que não lhe prestam a atenção mínima fazem chacotas, argumentam seus defeitos e erros, mas nunca tentaram saber o porquê eles existem, simplesmente derramam sobre você um tonel de tinta vermelha e o fazem de alvo.

Eu tinha esperanças, sonhos, eu sinceramente rogava que estas pessoas assim como as demais fossem felizes, porque eu conseguia enxergar isto nelas, pena que elas só enxergavam tristezas em mim.

Sempre mesmo com os meus problemas e dificuldades eu tento manter os ambientes descontraídos e felizes, mas involuntariamente me tornava o alvo fácil para todos os demais.

Hoje isso já não me é problema e é isto ao qual eu tinha medo, o momento que eu perderia a auto-conservação ética, o momento do qual eu desistiria de mim, hoje eu apenas tenho medo e quando se está amedrontado por si mesmo a coragem é algo perigoso ao qual se deve recorrer.

            Tenho medo das pessoas que enxergam somente rosas, que num lapso de conversa já imaginem algo perfeito, tenho medo, pois sei que algumas destas pessoas não se dão bem com a frustração.

            Sempre fui muito imparcial dando razão aos mais fracos e complacência aos mais fortes, mas hoje vejo que acabei ficando no muro e estas duas categorias não me aceitam mais.

            Redescobri um mundo novo, onde tenho um passado assim como os demais, e pelo que me foi confiado esta já é a terceira vez que isto ocorre, espero que seja a última.

            Muitas pessoas não compreendem, não entendem, não ouvem, não dão atenção. É uma pena, pois eu também não sei o que acontece comigo, apenas sigo sobrevivendo, e não é fácil.

            Viver num mundo ao qual a verdade cuspida de ontem pode ser a inverdade de hoje é muito cruel, pois pra uma pessoa da qual não consegue relacionar o que é verdade nem tenha alguém que lhe possa mostrar o correto é muito árduo e solitário. Viver num mundo ao qual o simples fato de saber que você pertence a outro tipo de vida é frustrante.

            Não saber quem é você é o cumulo da imparcialidade, e todos continuam não compreendendo é ai que eu me perco, na totalidade da minha imparcialidade eu acabo não conseguindo me sobrepor a nenhum entendimento próprio e ai fico com medo.

            Escondo-me cada dia mais das pessoas, me enclausuro cada vez mais em minha mente tentando desvendá-la, tentando aceitar o incompreendido para depois tentar esclarecer para as pessoas que me conhecem tentar entender, mas estou fracassando.

            É por isso que de um jeito meio que de postagens, mensagens, recados que tenho tocado a vida, ou melhor, sobrevivido, pois o ato de se postar os próprios pensamentos nos desocupam da coragem de acabar com nossos medos!

Posto aqui mais um pedaço de uma vida imparcial.6o2ycnl 
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Você não está sozinha.

Setembro 21, 2009

A cortina de fumaça cega seus olhos, o prelúdio frio e furioso desgasta seu corpo. 

Animais derrubando os homens, a sede de querer não contamina os pensamentos, furiosos ventos arrastando seus amigos. 

Lágrimas correm em seu rosto, seus amigos não estão aqui para lhe ajudar, devorando sua sede, não consegue enxergar, onde está, seus amigos não conseguem te achar. 

A fúria contamina seus pensamentos, o vento sede seu corpo sem exaltar. 

A tocha está acesa embaixo da água, acalmem-se as formas da natureza não podem lhes derrubar. 

O mundo constrói apenas as estrelas, o mar antes de ser queimado não passa de calmo o vento acalma seus pensamentos, não fique furiosa. 

Fique onde está e mesmo cega veja a grandeza do mundo em lágrimas, não pode haver lugar calmo e sua mente remete as aparências. A lua eleva-se, segure seus sonhos, não fique furiosa. 

Brilhantes estados de paralisia congelam-se as pepitas de fogo, o gelo queima, suas mãos ardem como fossem contaminar, não tenha medo isso lhe ajudará, não fique furiosa. 

Ela tomou seu amor, apanhou seu táxi e lhe deixou em estado lunar, você não é mais uma menina, brilhe ao mar, queime a água e faça o vento parar. 

Seu corpo não pode enxergar, em beira mar apanhe seu pensamento e faça-o congelar você é a dona do tempo, manipule o fogo e faça-o congelar. 

Ninguém pode apanhá-la, olhe dentro de você, você mesmo não consegue se achar.

 Dona de si faça a lua queimar, não fique furiosa, este tempo passará.

 Toda carne se trai, mas os nervos convictos dão a precisão de virar as costas e morrem as particularidades. Aflições rebelam os jeitos de me olhar, me olhe saia de mim, me ache. A devoção arcaica denota o que você é, queime seu passado não ligue para falsos juramentos pense no que faria se não tivesse feito o que causou pensar no que fez antes.

 O cansaço, os pensamentos ardem contigo desejando que sua mente risque ao mesmo tempo em que suas falas, não se envergonhe de si, lá fora há muitos que gostariam de não enxergar e sentir a felicidade sem fim.

 A lua, muita luta amigos se desconhecem, os espelhos se miram e infinidades de reflexos montam-se, propostas e razões tornam-se múltiplas. O aço corta e faz sangrar o dinheiro que ninguém quer pegar, sinta o que você é. Deseje que todos possam sentir o que não podem ver, não fique furiosa.

De leste a oeste muita gente desconhece o sentimento de tocar fogo na água, de congelar o vento e enxergar sem mesmo abrir os olhos, você faz as coisas acontecerem sem tocá-las.

 A paixão de ser diferente faz o tempo ruir, que solidão. Seus amigos esqueceram-se de ti, cresça e faça-os parar, ninguém sabe o que você sente, tremores da vida enclausurada, é uma viagem sem volta o passaporte do conhecimento não tende a retornos. Você enjaula-se com os próprios pensamentos não sabe o que fazer e sabe o que faz sentir, mas não sabes controlar, não fique furiosa, olhe para mim.

 A vida passa.

 Basta você querer a pessoa certa ao seu lado.

 O medo repele as significantes causas felizes, me dê uma chance.

 Eu posso te amar.

05/09/2008

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Vida!

Setembro 21, 2009

Os homens e mulheres não conseguem satisfazer os sacramentos do relacionamento, será a natureza humana ou somente a vontade humana?

Qual a diferença?

Pobre estas pessoas, dizem saber, mas no fundo não sabem de nada, quem eu sei ou quem me sabe?

Na verdade de muita coisa não sei, de muito longe posso confiar minhas informações.

O mundo que andamos ou cavalgamos já não é o mesmo, pouco me importa.

Quero saber dos nossos telhados eles nos protegem, minha família, meus amigos todos tem suas proteções. Os olhos de um cego não lhe parecem ver até perceber seus movimentos, pouco importa o que vê ou não, o importante são suas ações e o que elas provocam.

Sinceramente não sei o que faço aqui hoje, será que algum dia alguém irá me buscar?

Porque tantas diferenças?

Em nossa semelhança visual, como podemos ser tão diferentes, tão violentos e outros calmos, sermos o que somos e somos o que queremos. Somos forçados a sermos isso que nem sabemos o que somos, eles possuem o poder sobre nós e não podemos fazer nada além de quebrar as regras e tomar as atitudes, poucos fazem isso e os que fazem são banidos e jogados no rio seco da vida á cavalgar sozinhos.

Você tem medo, mas não consegue controlar suas vontades, quantas vezes conseguiu realizar algo sem precisar de nada ou de ninguém?

Não somos tão especiais, não somos iguais.

Porque o companheirismo, ou confiar em alguém que você não pode ler a mente ou conseguir ficar ao mesmo lado que está?

Seu amigo vento não consegue ficar ao seu lado, ele corre na sua frente para armar algo para te machucar.

Você o respira e confia seu maior instrumento para guardar, ele tira proveito disso e suga o melhor o que há de você.

A relação do sofrimento pode ser chamada de relação?

O sofrimento dói, mas ajuda muitos a não sentirem mais dor, engraçado, mas não sinto nada eu sofro porque?

O convívio é doloroso, o homem teme a solidão porque não aguenta ouvir somente a sua própria voz, e por mais que fique calado lembra-se somente dos sofrimentos que causou a outros.

Eu e o mundo estamos sós!  

01/05/2003

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Um amargo começo para um eterno fim.

Setembro 21, 2009

Estou no centro do universo e ao meu redor vejo muitas árvores que arranham o céu cobrindo os raios de sol.

Elas dominam o horizonte e por todos os lados e lugares só se avista o verde, sobre elas o céu é tão azul e ofuscante que só pode ser invadido pela grande redoma de chamas que banha e reflete esta guerra de cores primarias.

Tudo parece sempre o mesmo, sem ninguém para conversar, sem ninguém pra me ouvir. Nesta imensidão pouco tenho falado, meus olhos não traduzem a poesia que vejo, nada do que conheci pôde ser tão real e bonito como é agora, sinto-me pequeno e sozinho mais muito importante, pois ninguém parece ser dono de tudo isto aqui. Tomado pelo egoísmo talvez, mas nunca mentiroso.

Estou coberto de ironia e sensatez, neste mundo minha aparência não é equivalente, pois sou tão estranho e desconhecido como qualquer graveto deste chão.

Quando chega a tardezinha tudo fica ainda mais exuberante e contagiante, o céu antes colorido vai escurecendo pintando meu mundo de preto e branco.

Olho para cima e entre galhos balançantes e folhas semitransparentes consigo conter minha ausência com a linda esfera branca e reluzente que completa a decoração.

E o céu que de dia parecia estar queimando em chamas agora se assemelha muito com uma colcha negra perfurada cuidadosamente por alfinetes e agulhas, o mundo parece estar sendo embrulhado para presente.

A cada furinho que vejo no céu sinto que não sou tão sozinho. Tomado pela escuridão encosto em uma das arvores e admirando a melodia dos ventos que batem entre as mesmas lembro-me dela.

Todos os dias e todas as noites comungo sozinho e solitário. Tenho andado sempre para a mesma direção no desejo de poder avistar o oceano pelo menos uma vez. Tenho vontade de sentir as ondas lutando por cada centímetro de meu corpo.

Não sei se tudo que vejo é ilusão ou se meu desejo transforma-se a cada pensamento.

Durante estes talvez vinte ou dois anos, eu possa ter aprendido algo de bom ou se tudo isso foi tirado de mim, mas sei que todo este tempo não desejava estar longe de tantas coisas. Sinto que minha alma não me encontrou e tudo parece ser um longo sonho, mas o pouco que ainda há de humano em mim sabe que é impossível alguém viver sem uma alma e tão pouco sonhar durante tanto tempo assim.

Eu ás vezes cansado e debilitado pelo monótono mundo que me cerca sento à beira de uma grande pedra e tento esconder-me do sol que apunha-la meu corpo, sinto ter sessenta anos nessas horas e parece que vou morrer, tudo acontece reciprocamente, o sol parece tocar o chão secando as arvores e sugando o pouco da água que há na terra, nessas horas o pouco vento que sinto no peito é o que sai dificilmente de meus pulmões, às vezes tenho náuseas ou simplesmente desmaio e quando acordo, recorro a juntar o máximo de folhagens possíveis para me aquecer do frio oportunista que a noite traz. Ai o vento volta violento e castigante e não consigo mais respirar, e com muito sofrimento tento adormecer novamente.

Dia após dia, noite após noite tem sido absolutamente igual, sempre na mesma direção e no mesmo cenário.

Gostaria de uma única vez encontrá-la novamente e poder partilhar este ilusório paraíso, penso muito mais nela do que no meu objetivo de encontrar o mar, talvez seja doentio, mas quem pode ser julgado louco se não há ninguém a ser comparado normal.

Antes ouvia barulhos de trem e na esperança que ele estivesse trazendo ela pra mim eu corria feito louco por entre as arvores, mas nunca encontrava nada, e além de perder minha direção ganhava vários cortes e ralados pelo corpo. Eu sangrava por ela e agora quando eu o ouço fecho os olhos e absolutamente parado acaricio as cicatrizes que esta esperança tem me marcado anteriormente, tudo o que sinto é alimentado vorazmente por uma lembrança longínqua, mas extremamente real, de que ela estaria vindo.

A cada gota de sangue que a natureza me tirava eu pintava nas pedras um enorme coração vermelho seguido de nossos nomes, isso fazia de mim um artista desconhecido, mas um expert admirador.

Já cansei de distrair-me com minha sombra, ela tornou-se muito chata depois que fiquei o dia todo correndo atrás dela e não consegui apanhá-la e à noite no esconde-esconde não consegui achá-la. Engraçado, tão próximo e tão longe de mim ao mesmo tempo.

O mundo me separou de mim mesmo, nem a dignidade é digna de mim.

Quando vinha a chuva era uma alegria, eu dançava gritava e o céu respondia chorando e berrando, eram trovoadas que deixavam meus ouvidos zunindo por muito tempo, mais naquele momento eu que ria e se divertia.

Tudo fazia parte de mim e tudo se tornava minha propriedade, eu governava sem mesmo precisar mandar, tudo sempre estava como deveria ser.

O mundo me dava a liberdade absoluta, mas sempre numa pequena jaula de madeira, nada do que eu queria era necessariamente desejado, mas sempre acontecia.

Eu rogava pela presença dela e ao mesmo tempo pregava que não seria bom ela estar ao lado de um ninguém, não era o desejo justo a quem se ama.

Eu entendo por ela.

E o que me cerca não muda, o sol, a lua, as árvores, a chuva o céu negro da madrugada, as estrelas que furam a colcha escura, o vento, as pedras…

Não posso dizer que esperarei por ela, estou sempre andando ao encontro do oceano e um dia talvez puder me banhar, ai não serei mais sozinho e também não terá mais nada a conhecer deste mundo.

Talvez após ter terminado minha trajetória nesse mundo eu possa nascer novamente e um dia poder te buscar.

Sem você nada é interessante, na falta de você minha vida não é importante.

O que faz isto ser o paraíso se você não esta aqui para me amar?

Espero um dia poder te encontrar.

Agora tenho que caminhar…       

23/09/2004                                                                                                                    

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Trocadilho do amor.

Setembro 21, 2009

Gostaria que fosse melhor, mas o melhor não foi feito só para mim.

 

Sigo sempre em frente tentando achar um lugar para ficar.

 

Mesmo que seja frio não vou parar de procurar.

 

 Alguém nesse mundo um dia pode me abrigar.

 

Eu só quero um pouco de carinho e atenção.

 

Se não for pedir muito que seja de você então.

 

Sorria pra mim, diga o que quer.

 

Eu faço o que você quiser.

 

Mas diga pra mim.

 

Tire-me dessa solidão, puxe-me bem forte e acertará meu coração.

 

Isso não vai me matar vou ficar e cuidar de um lugar para você morar.

 

 

Mesmo que esteja frio eu esquentarei enquanto você ficar.

 

Meu coração é esse o lugar você pode ficar aqui enquanto você me amar.

 

Só me diga nem que for baixinho…

… Amor preciso do seu carinho!

05/05/1996